domingo, 4 de junho de 2017

O mal, a origem.



      A questão do “mal” está entre as mais difíceis de chegar a um consenso
na história da teologia. Existem muitas teorias sobre a origem do “mal”.
         O que é o mal? Mal é privação ou perversão de algo bom. Ele tem a ver com impedimentos da realização do que é bom e também com a alteração intrínseca do que é bom. No mal há sempre uma ausência do que é bom, pois essa é a sua essência.
         O mal teve origem nas criaturas de Deus. A evidência bíblica é de que o mal começou no exercício da vontade livre de seres pessoais, criados por Deus. Primeiro Satanás e os demônios, depois os homens.
         A Bíblia apresenta o diabo como agente do mal. Ele tomou a ideia do mal (mal potencial, possibilidade) e decidiu tornar-se o agente dele, transformando-o em mal real. (Is. 28:1-19)
         O diabo é chamado de “maligno”. (Mt. 13:19; Ef. 6:16).
         O primeiro homem, tentado que foi pelo diabo; caiu, e o mal entrou no mundo. (Rm. 5:12-19).
         Na origem do mal, encontramos o orgulho, a soberba (I Tm. 3:6) despertada no íntimo do ser pessoal, diante uma situação de privilégios concedidos por Deus e um distanciamento psicológico crescente do homem com o Criador.
         A liberdade de escolha do homem era um bem em si, criado por Deus... Este, não criou o mal. Criou apenas seres dotados de personalidade, privilegiados e com responsabilidade, que poderiam usar erradamente sua vontade na escolha fundamental: viver sujeito a Deus ou independentemente d’Ele.
         O mal pode ser potencial – Irreal, existe no campo das ideias ou imaginação. O mal também pode ser real – existe de fato, conduz a privação ou perversão do bem.
         O mal também pode ser “moral”. É aquilo que se opõe ao caráter de Deus (pecado) e é sempre causado por agentes morais (anjos ou homens).  
         O mal também pode ser “natural”. É praticado pela natureza, como terremotos, doenças, ferimentos, ataques de animais, etc. A dor física e a angustia mental do sofrimento podem ser classificados como mal moral ou mal natural dependendo da causa.

Deus não criou o mal

1)   Deus é tão puro de olhos que não pode ver o mal. (Hc. 1:13)
2)   Deus não pode mentir. (Tt. 1:2)
3)   Deus não pode negar-se a si mesmo. (II Tm 2:13)
4)   Deus não pode ser tentado pelo mal. (Tg. 1:13)
5)   Deus é luz e n’Ele não há trevas nenhuma. (I Jo. 1:5)
6)   Deus é santíssimo. (Ap. 4:8)
7)   A criação original de Deus foi perfeita. (Gn. 1:31)

      Deus não criou o mal. Este é repugnante para Deus e objeto de    Sua condenação.

Qual o mal que Deus “cria”?

                  A Bíblia diz que há uma espécie de mal que tem sua origem em Deus. (Is. 45:7; 63:17; Mq. 2:3). No hebraico a palavra usada para mal aqui é: ra’a’ (mal, aflito, entulho, bom, nada ruim). Está relacionado a calamidade ou punição. É o oposto de paz.
                  Naturalmente, não se trata do mal moral, este, é algo contra a Sua santidade, justiça e bondade. O mal que Deus cria são situações adversas na vida e no mundo das pessoas pecadoras, como punição do mal moral, coibindo assim sua proliferação, para restaurar o equilíbrio da ordem moral no universo. Esta é uma maneira que Deus usa para levar o transgressor a refletir e a chegar ao arrependimento. Neste “mal” criado por Deus, Sua “severidade” esta mesclada com Sua “bondade”. (Rm.11:22).

                  Se você questionar sobre:  por que Deus então permitiu o mal moral? Certamente será uma pergunta muito difícil de se responder satisfatoriamente. Contudo, Deus que é sabedoria plena, reverterá o mal em bem maior. Nossa fé nos impulsiona para a eternidade onde o mal não mais existirá.