segunda-feira, 11 de julho de 2011

PÚLPITO: TRANSPIRAÇÃO OU INSPIRAÇÃO?

                   Certos pregadores tidos como pregadores "Tops" no mundo gospel brasileiro e internacional tem algo em comum. Analisando-os com atenção em suas práticas me veio alguns questionamentos. Vou mencionar alguns dentre muitos outros:

                 1) Eles transpiram demais. Por que tanto suor? Será que os mesmos tem problema de saúde? Não estou me referindo a todos, obviamente... Mas, é comum entre eles o uso de toalhinhas; e haja transpiração! Será nervosismo?
 Será tensão? Será o ambiente pouco ventilado?
                  Tenho aconselhado aos meus alunos do curso de teologia, que se precisarem limpar o suor quando estiverem expondo a Palavra que usem um lenço de forma discreta.
                  É natural que o preletor transpire, todavia, observo que tem ocorrido exageros da parte de certos "conferencistas". E haja gritos! haja berros! Eles são bem inquietos no púlpito; parece-me que querem se superar ou impressionar o público com gestos enérgicos, pulos, cara feia e movimentos excêntricos. E haja transpiração! 
                 2) Interessante: Os que menos transpiram, tem mais conteúdo, mais profundidade  bíblica,  mais coerência e hermenêutica mais sadia. Suas mensagens são  reflexivas e naturalmente ungidas.
                  Nos evangelhos é muito comum o relato de Jesus pregar sentado. (Mateus 5:1,2 e 13:1,2). Não consigo ver o meu Mestre pregando todo espalhafatoso...
                  Paulo tinha  por objetivo a manifestação do Espirito em suas preleções. Não estava preocupado com uma 'performance' que impressionasse as pessoas. (I Cor. 2:1-5).
                  A história da Igreja relata de pregadores usados por  Deus de forma maravilhosa. Contudo, isso ocorria na maior simplicidade. Jonatas Edwards, pregou sobre "Pecadores nas mãos de um Deus Irado". Diz a história que ele lia o sermão (folha por folha) e as pessoas choravam, tremiam, gritavam por misericórdia e algumas até caiam ao chão... Porém, ele não forçou uma situação. Devo repetir: Ele lia o sermão. Por que hoje só dá IBOPE quem prega sem ler nada e "mexa" (agite?) o povo. É porque tem gente que gosta de "movimento" e "excitação". Necessidade psicológica...
                  A igreja tem esquecido que  o importante é que o Espirito toque os corações. Como faz falta em nossos cultos os pregadores inspirados e verdadeiramente usados por Deus.
                  Nos preocupa nessa  era de engano e forte jogo de marketing, do show gospel, pregadores e cantores estrelas; onde o que vale é performance. Não se leva em conta o conteúdo e vida comprometida com o Reino. Daí, a inconsistência nos sermões e falta de vida com Deus passar desapercebido. 
                  Basta! de  tanta pantomima. Basta de tanto teatro com gritos e berros sem sentido. Basta de tanta histerias e mensagens que leva a nada e a lugar nenhum. Perdoe-me a redundância.
                  Chega de pregadores apenas suados. Precisamos é de pregadores inspirados pelo Espirito Santo, pois é dEle que vem a graça, o fogo, o toque de Deus e o avivamento que tanto  precisamos e buscamos!
                   Quem vive o evangelho e sabe o que é em Cristo não precisa se superar no púlpito para tentar provar algo a alguém; porque quem é,  simplesmente é!   E  pronto!
                    As palavras, os gestos, os movimentos e expressões de quem vive Cristo fluem naturalmente com graça e autoridade. Muitos a confunde autoridade com grito. Autoridade diz respeito a alguém que "sabe porque sabe" quem é em Deus e conseqüentemente de onde vem sua ousadia. Por isso prega com educação e sabedoria, sendo enérgico quando preciso for em algym momento da mensagem.
                    Que o doce Espirito que é Santo e Nobre levante nessa geração pessoas simples, humildes sem ambição de se aparecer e dispostas a pregar a Palavra da Verdade nesses tempos do fim  tão cheio de pregadores aos berros e suados porém, para nossa tristeza: vazios de Deus. 
                     Portanto, não confunda inspiração com transpiração.