segunda-feira, 18 de abril de 2011

Analfabetismo funcional e evangelho: Apenas uma teoria

Analfabetismo fucional e evangelho: Apenas uma teoria




Eu tenho uma teoria. apenas uma teoria... não doutrina. Posso?

Minha formação acadêmica é de professor (o que não é grande coisa no Brasil, eu sei disso). Hoje já não atuo mais como docente, mas na coordenação acadêmica em um Instituto Federal, que por ser federal, dispõe de muitos recursos que outras instituições públicas (estaduais e municipais) sequer imaginam ter, mesmo na próxima década. Mas também trabalhei em lugares bem mais, digamos, acanhados... e por isso, apenas por isso e mais um monte de leitura especializada que me apoia... posso pensar nessa teoria.

O problema fundamental da igreja (as pessoas que são corpo), certamente é o afastamento do Evangelho apostólico para um evangelho humanista. Mas, junto a isso, outros problemas são associados.

Pesquisas brasileiras, apontam que 75% dos brasileiros são analfabetos funcionais (você pode ler sobre estas pesquisas clicando aqui e aqui, não as tirei da minha cabeça). Trocando por números mais palpáveis, significa que a cada 4 brasileiros, 3... sim, TRÊS, são analfabetos funcionais (em diferentes graus, é claro). Isso significa também, que dos 190 milhões de brasileiros, 142 milhões são analfabetos funcionais.

Ora... mas o que isso cara pálida?

O analfabeto funcional é uma pessoa que consegue decodificar os sinais (letras), ler frases, textos e palavras, mas, não consegue interpretar. Falta-lhe a habilidade de interpretação de textos, que adiquire-se com a prática da leitura e aprofundamento de estudos, duas coisas pouco usuais na sociedade ocidental tupiniquim. Lê-se pouco e investe-se mais em cirurgia plástica que em educação.

Assim, não por culpa deles... mas do ensino no Brasil que é precário... e dependendo das cidades, longe dos grande centros urbanos, tal analfabetismo atinge inclusive o ensino privado. A maioria dos professores brasileiros possuem apenas a formação básica de sua profissão (graduação), e milhões de brasileiros sabem ler, mas não entendem o que lêem.

O mesmo ocorre dentro da igreja, afinal, são os mesmos brasileiros. A Bíblia tornou-se chata, cansativa e complicada. Sim, isso é falta de uma vida espiritual e sim... isso é apostasia... mas também, menos importante mas com alguma importância... líderes evangélicos descobriram que não é preciso se dedicar muito ao estudo da Palavra e no conhecimento do Santo Deus, porque seus seguidores também não o fazem... pelo contrário, esperam que alguém faça por eles... esperam que outro decodifique e interprete.

Desse modo, a pregação ilustrada com muitos contos humorísticos, fatos do cotidiano, performances e malabarismos, "atingem" objetivos que um pregação fundamentada na Palavra não atingiria... pois poucos entenderiam o que se diz.

Esse texto não é... e também é ao mesmo... uma auto-defesa. Nós que regularmente escrevemos e publicamos textos na internet percebemos, a cada dia, uma piora no fazer-se entender. A cada texto que escrevo, percebo a constante necessidade, não de adaptar o texto, mas de construí-lo de forma que o que escrevo possa ser entendido por qualquer um... por este motivo é que não uso o twitter, por exemplo, pois numa sociedade assim, 144 caracteres me parece, como educador, algo absurdo.

No entanto... suspeito... que muito em breve, 144 letras serão muito... e nos comunicaremos apenas com algumas onomatopéias.

Maranata Jesus!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A POMPA GOSPEL E A SIMPLICIDADE DE CRISTO

                "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo." (2 Cor. 11:3)

                   O que o apóstolo Paulo temia ou previa com relação aos crentes em Corintos, vemos cumprindo-se em nossa geração . A mesma serpente que enganou a Eva, continua corropendo os sentidos de muitos no meio evangélico para se apartarem da simplicidade do evangelho de Cristo.
                   A Proposta da pregação na igrejas de hoje é para que tehamos uma vida próspera. A idéia é que crente tem que "estar por cima e não por baixo" e por ai vai... com textos bíblicos que lhes são convinientes. Geralmente a pregação é sempre triunfalista, estérica, mistica ao extremo, fantasiosa e portanto
falsa.
                 Não estou aqui fazendo defesa a miséria e ao derrotismo. Porém, vejo que existem   problemas sérios na teologia da prosperidade. Problemas esses que não estão na prosperidade em si, mas, na teologia.
Ou seja, no ensino de alguns " mestres" que na verdade visam seus bolsos arrancando grana dos crentes que pouco sabem de Biblia, logo, pouco discernimento possuem.
                 Ter posses, bens e dinheíro é bom; não há nada de errado quando adquirimos coisas com trabalho e dignidade. O questionável é que para se prosperar  segundo esses ungidos você tem que semear até "sacrificialmente" de preferência no ministério deles para que tal benção seja "desatada". O que muitos estão fazendo com o povo evangélico é mais que covardia; é diabólico!
                 É assim que estamos. Vivemos o evangelho do carrão, da casona, das roupas de marca, dos títulos, dos shows, da pompa, do luxo e status. A ênfase que mais se dá nas falas é em ter independente do ser nas mensagens, nas músicas, campanhas e orações. O deus da igreja atual tem fome insasiavel por dinheiro.
                  A questão é: se "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males." Por que a igreja  suspira por dinheiro? Percebemos que isso não vai dar em coisa boa. Aliás, a história já provou que o fim disso é trágico.
                   Precisamos de dinheiro para sobrevivier, mas, sei que não podemos viver para o dinheiro. Muitos cultos e congressos são voltados especialmente para o ter. O ofertório é o momento alto desses "eventos".
                   Deus está permitindo tudo isso para provar corações. A igreja está demonstrando que o seu coração não está em IAVÉ O ETERNO, porém, em Mamom.
                   Os líderes espirituais de hoje (na sua grande maioria) não pode dizer como Pedro e João: "Não tenho ouro nem prata; mas em nome de Jesus levanta e anda." Mas podem dizer: Tenho grana, anéis de ouro, muitas posses e etc. Todavia, não podem dizer: "Levanta e anda" porque não tem.
                   O amor tem se esfriado em nosso meio, a adoração sincera e verdadeira está diminuindo consideravelmente, a oração fervorosa e pura quase não se ver. Por que isso? Porque nas reuniões  e nosso ambiente não há mais espaço para isso. As reuniões da igreja  são dedicadas aos testemunhos das "bençãos", as músicas falam de "conquistas", as pregações só estimula o povo pro aqui e agora.  E por fim, vem o levantamento da o f e r t a (e dê o seu melhor!)
                  É tempo de gemermos diante de Deus e falarmos contra essa situação. Estou decidido a viver da simplicidade que há em Cristo. Tendo ou não tendo as coisas; mas, sobretudo sendo NELE!

                                                         E você?