sexta-feira, 22 de outubro de 2010

NÃO PARE DE ORAR!

                                           "Orai sem cessar."(I Tess. 5:17)


                        Tenho pensado sobre o tema oração e chegado a algumas conclusões.
                        Para tudo existe um limite: Para comer, beber, dormir, estudar, trabalhar... Mas, quanto a oração, as escrituras nos incentivam a aplicação  incansável; não há demarcações limitando a oração. Você pode sempre orar um pouco mais.
                        A oração é um elemento chave na vida cristã. É tão importante e vital que encontramos personagens bíblicos a praticando regularmente. Costumo dizer que a Bíblia é um livro de oração. Veja: Enos (Gen. 4:26), Abraão (Gen. 20:17), Isaque (Gen. 24:63), Moisés (Dt. 9:20), Ana (I Sam. 1:10), Davi (Sal. 17:1), O Senhor Jesus (Lc. 22:39-46), Os discípulos (At. 1:14) dentre outros...
                        Diferente do que temos visto hoje em dia em alguns ministérios, os apóstolos do Senhor priorizavam a oração; decidindo se aplicarem a ela e ao ministério da palavra (Atos 6:4). Pois compreendiam que para se obter sucesso na exposição do evangelho era necessário ter intimidade com Deus.
                         Oração é mais do que falar com Deus. É comunhão com Deus. Porque Ele quer falar conosco, interagir e se relacionar com seus filhos. Portanto, é um momento único, especial, singular.
                         Precisamos orar e perseverar em oração. A dificuldade da igreja é exatamente continuar, prosseguir orando. Baixamos a guarda. A inconstância tem sido a tônica da era atual. Porque queremos resultados rápidos. Se eles não vem,  larga-se de mão... Somos imediatista, tudo é pra já. Mas, com Deus não é assim que funciona. É preciso esperar n'Ele.
                        As pessoas ativistas não enxergam sentido na oração. Para eles oração é  "fazer nada".  Certa irmã liga pro pastor e pergunta o que ele está fazendo; ele responde que está orando. Ela então fala: _ "Já que o senhor não está fazendo nada, vamos visitar..." Vivemos em ritmo alucinante, queremos fazer acontecer. Oração nesse caso, passa longe;  não tem relevância alguma.
Falta o entendimento que horas investidas  na presença do Senhor é trabalho. Muitas batalhas são vencidas primeiramente no campo da oração. Foi no jardim do Getsêmani que Jesus obteve forças para beber o cálice da amargura que redundaria em nossa vitória eterna.
                        Outros entendem oração como movimento. São extremamente emotivos e agitados. Quando passa  "aquele momento" tudo acaba. Me lembro de uma vigília em São Paulo em que no início foi pura euforia, depois de umas duas horas, os agitadinhos  estavam dormindo.  Modismos fazem isso: provocam a alma humana mantendo sempre as pessoas longe de Deus e de uma vida de oração verdadeira. É mais conveniente fabricar algo na carne que  resulte em algum tipo de sentimento mesmo que seja passageiro,  do que dedicar-se em buscar ao Senhor para ter uma comunhão genuína. Muitos provocadores de animamento (e não avivamento)  simplesmente não oram. Vamos orar meus irmãos!
                         Outra questão que quero observar é o que chamo de "cultura de receber oração". Alguns irmãos nem oram mais. Estão viciados em receber oração de alguém (profetas, profetizas... logo, são enganados com facilidade). Eles não dobram mais os joelhos, se acomodaram as orações dos "ungidos".
                           Esse quadro precisa mudar. Vamos criar em nossos lares e ministério uma atmosfera de oração. Vamos interceder mais e com persistência para que de fato esse avivamento profetizado para nossa pátria se cumpra! É tempo de clamar diante do Trono de Deus pelas famílias, igreja, ministros, jovens, crianças, casamentos e reuniões da igreja para que a glória do Senhor se manifeste em nosso meio. Não pare de orar!
                                          Pense nisso e se quiser faça o seu comentário.