segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ANALISANDO O MINISTÉRIO INTINERANTE

                     O ministério intinerante é compreendido e aceito por uns; mau interpretado e rejeitado  por outros. Percebo que a igreja necessita de ensino quanto aos tipos de ministérios para saber diferenciar e respeitar o chamado de cada individuo.
                     O apóstolo Paulo indaga a igreja de Corinto: "Porventura, são todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres?"  (I Cor. 12:30).
                       A resposta para essa pergunta é: Não. A igreja é chamada de corpo de Cristo. Ora, o corpo tem vários membros, os quais por sua vez exercem funções que lhes são pertinentes. Não vou aqui explicar sobre os ministérios bíblicos de pastor, profeta, mestre, etc. Quero me deter ao tema do trabalho do Ministro Intinerante; seus incômodos, desafios e benefícios para a igreja.

                        1- Nem todos que dizem ter um ministério intinerante  o possuem de fato. Certos pregadores que se acham chamados para tal missão, na realidade, ficam fazendo "movimentos" por ai sem relevância alguma para a igreja do Senhor.
                            O Ministro Intinerante levantado efetivamente por Deus, tem algo muito especifico da parte do Senhor que deve e precisa ser ministrado em certos lugares aonde o Espirito Santo o designar. Você compreende isso?
                              
                            O sinal claro que o ministro tem vocação para intinerância é que haverá necessidade daquela ministração da parte dele naquele lugar. Haverá uma testificação (confirmação) que ele será necessário para ministrar aquele tema ali. Então, veja: a questão não é dinheiro. A questão é edificação da igreja do Senhor! Porque as igrejas e ministérios por onde passam o mensageiro de Deus farão boas referência do trabalho que o intinerante fez ali. Portanto, é bem mais que mero jogo de marketing (dvds, cds, televisão, etc) é questão de projeto de Deus mesmo.
                             2- Alguns ministérios recusam os intinerantes por motivo e atitudes negativos que falarei aqui. Por exemplo:

                             a) São anti éticos.
                             b) Entram em questões doutrinárias causando confusão para o pastor local "arrumar" depois que eles vão embora.
                             c) São afoitos e querendo exibir "autoridade espiritual" terminam sendo grosseiros e deselegantes com o rebanho dos colegas.
                             d) Transmitem "revelações" (mentirosas), trazendo confusão e falsas esperanças para os crentes.
                             e) Fazem exigências  absurdas para ir pregar ou cantar, etc.
                             f) Agendam para ser o pregador oficial em eventos, e no dia marcado não vão ou simplesmente mandam outra pessoa para substitui-los.

                              Não vou continuar citando comportamentos inconvenientes de certos intinerantes porque não preciso. É chato falar dessas coisas tão desagradáveis...
                             Bem, entendo que todo homem de Deus deve ser ético e extremamente cuidadoso.  Principalmente se tratando dos intinerantes que estão sempre em terras alheias e nas "casas dos outros". É uma questão de sabedoria, maturidade e responsabilidade. Cabe aos  mesmos ser  respeitadores e observar certos protocolos (saber entrar e saber sair). Bons modos, boas maneiras, educação e humildade podem ser tidos como requisitos básicos  para  Ministros Intinerantes.
                              Certos pregadores intinerantes ficam soberbos, arrogantes e insurpotáveis. Não aceitam correção dos que desejam de fato ajudá-los; não querem pregar em congregação de pequeno porte (sendo que muitos deles começaram de lá). A soberba precede a queda e ruína...
                               O ser usado por Deus vai muito além do que tem sido padronizado por ai. Um homem pode ser usado pelo Espirito para transmitir uma revelação, mas pode ser usado para dar um abraço... Há uma ideia veiculada pela mídia evangélica  que dá a entender que os intinerantes são super-pregadores. Eles pregam com voz impostadas forçadamente, revelam algo de cinco em cinco minutos e apresentam gestos extravagantes e excêntricos . 

                                O esteriótipo aceito comumente no meio gospel para a intinerância é do tipo referido acima. Justificam dizendo: "Tem que quer ser alguém que agite o povo".
                                Por isso temos tão pouco de Deus em nossas reuniões e por sua vez, pouca mudança e crescimento no povo cristão. Por aceitarmos os agitadores e fabricantes de "fumaça" sofremos horrores. Até quando? Eu pergunto. Fumaça qualquer um pode fazer. É só criar uma performance , imitar alguém, seguir o padrão gospel e pronto. Será um show! Todavia,  a presença de Deus é atraída por homens e mulheres que levam Deus a sério e não brincam com o sentimento do povo.
                                Quanta gente nos púlpitos forçando a barra... Emocionando o auditório, usando auto-sugestão e técnicas da neuro-linguística. Nós não precisamos desses expedientes. 
                           Palavra é suficiente e Deus vela por ela para cumpri-la. Para Deus nos usar basta nos disponibilizarmos  que Ele nos usará. Não é preciso fabricar nada! Queremos glorificar a Deus na intinerância ou promoção humana?
                                 3- Um outro motivo de comentários negativo quanto aos intinerante é no tocante a dinheiro. Alguns (veja, não são todos) pedem altos valores. Ou pedem ao pastor local para ficar com toda a oferta do culto. 
                           É natural que uma igreja pague todas  as  despesas e gastos
   de  viagem e estadia de um pregador de fora bem como lhe honre com uma oferta generosa. As empresas sérias recompensam muito bem os seus funcionários e colaboradores. Por que os filhos da luz agiria de forma mesquinha? Uma igreja que convidar um pastor que vive na intinerância e não expressar o mínimo de consideração pelo seu ministério  nega a fé e princípios cristãos. Imagine um pregador desesperado sem ter a passagem para retornar para casa ou que mal tem como pagar um lanche na viagem? Não é um vexame? Existem certos detalhes que o ministério patrocinador do evento tem de observar carinhosamente ao convidar alguém de fora.                                     A igreja deve dar "honra dobrada= pagamento dobrado" diz I Timóteo 5:17 diz: "...principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina." Quando a igreja cumpre sua parte Deus a cercará com favor e bençãos sem contas.
                                    Por outro lado, discordo desses pregadores que exigem cachês, são pesados, dispendiosos e luxuosos. Cheios de exigências; tem que vender "x" Dvds, livros, cds antes de eles irem, ou receber 50% antes de "x" valor (que eles já estipularam).
                                      A Bíblia nos ensina a não sermos pesados aos irmãos(I Tes. 2:6,7). Creio que o padrão que alguns pregadores querem impor fogem da simplicidade do evangelho (não estou falando de miséria, falo contra a extravagância). Bem da verdade, eles agem assim porque são avarentos e encontra quem os banquem. 
                                       Vejo o ministério intinerante como uma arma especial de Deus para o bem do corpo de Cristo. O que a igreja precisa fazer é separar o verdadeiro do falso, ver quem é quem. Os verdadeiros tem compromisso com Deus e Sua palavra. Por onde passam exalam o bom cheiro de Cristo, levam a Paz do Senhor e edificação.

                                         Pense nisso e divulgue esse blog.
                               

Nenhum comentário:

Postar um comentário